Comida congelada para quem mora sozinho: vale a pena?

comida congelada

A correria do dia a dia é grande: trabalho, reuniões, estudos, academia, cursos, e por aí vai. E quando o assunto é se alimentar bem, a busca por refeições saudáveis e nutritivas acaba ficando em segundo plano, principalmente para quem mora sozinho. E é aí que entram as opções de comida congelada para dar uma forcinha ao longo da semana. Assim, elas acabam sendo grandes aliadas para a falta de tempo da vida moderna. A gente sabe que comer uma comida fresquinha é uma delícia, mas quando isso não é possível, congelar alimentos é uma forma inteligente, prática e econômica para se alimentar bem todos os dias.

Por que congelar os alimentos?

Congelar os alimentos é um modo prático de conservá-los e um hábito que auxilia na rotina atarefada de muita gente, além de ser uma maneira econômica e inteligente, pois há menos desperdício de alimentos. Segundo pesquisa recente realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com apoio da Fundação Getúlio Vargas, cada brasileiro joga, em média, 41kg de comida no lixo por ano. Em outras palavras, são quase 37 milhões de toneladas de restos de alimentos desperdiçados.

Guardar os alimentos em baixas temperaturas, aliás, ajuda a prolongar a durabilidade deles. Por outro lado, também auxilia aqueles que buscam por uma dieta mais equilibrada ou que estejam passando por uma reeducação alimentar. Outro benefício é que sempre haverá uma quantidade maior de opções para seu almoço e jantar. Assim, variando os nutrientes e deixando de lado aquele medo de enjoar da refeição.

O congelamento retira o calor do alimento e isola a água contida nela em formas de gelo, diminuindo, assim, o desenvolvimento de bactérias e microrganismos. Quanto mais baixa a temperatura, menores as chances de os microrganismos se desenvolverem.

Comida congelada perde o valor nutricional?

Se o processo de congelar os alimentos for feito da maneira correta, poucos nutrientes serão perdidos – se comparados com os alimentos frescos. A verdade é que, se pararmos para pensar, há perdas desde a colheita do alimento (armazenamento, temperatura ambiente, condições de transporte, exposição à luz, etc.). No entanto, estudos nacionais e internacionais indicam que vale a pena, sim, consumir alimentos congelados, já que importantes vitaminas e antioxidantes são preservados durante o processo de congelamento. Congelar o alimento o mantém mais próximo do seu estado natural.

Alimentos que não podem ser congelados

Separamos alguns alimentos que não podem ser congelados, pois perdem a textura e o sabor. Confira:

Vegetais folhosos: alface, rúcula e agrião, por exemplo, são alimentos ricos em água. Quando congelados, murcham e perdem o sabor;

Carnes fritas ou empanadas: a orientação é congelá-las cruas, cozidas ou assadas. Lembre-se de que se a carne crua for descongelada, ela só pode voltar ao congelador se estiver cozida. Por fim, a manipulação dos alimentos e o processo de descongelamento aumentam as chances da proliferação de microrganismos e bactérias.

Batata: ela contém bastante água, e quando começa a descongelar, acaba absorvendo todo esse líquido, ficando mole e esfarelada.

Ovos cozidos: ficam sem textura, parecendo uma borracha.

Queijo: perde muito sabor e textura, se congelado. Compre apenas a quantidade que for consumir.

Frutas: melancia, abacaxi, morango, mamão e melão são frutas ricas em água (a melancia, por exemplo, é composta de 90% de água). Quando congeladas, sofrem alteração no sabor. Outras frutas como banana e pera são sensíveis à mudança quando expostas a baixas temperaturas e escurecem no freezer.

Leite: se encaixa basicamente no caso das frutas e da batata. O leite tem bastante água em sua composição, e cada parte pode congelar em um momento diferente. Pode ficar com gosto aguado e com sabor bem diferente do normal.

Comida congelada da maneira correta

Para congelar a comida da maneira correta, veja algumas dicas que vão te ajudar bastante nesse processo:

– mantenha o congelador a -18º;

– organize a comida de acordo com a previsão de consumo. Não congele em grandes quantidades só para poupar tempo;

 – guarde os alimentos em potes de plástico transparentes ou em saquinhos específicos para guardar as comidas congeladas, observando se tem boa vedação;

– faça etiquetas com o nome do alimento e com a data em que foi preparado. Algumas dicas para a validade de alguns produtos:

:: Massas: 6 meses;

Molhos: 6 meses;

:: Frango: 12 meses;

:: Peixe magros: 6 meses;

:: Carne bovina crua: até 12 meses;

:: Legumes cozidos: 6 meses;

:: Frutas e hortaliças: de 1 a 3 meses.

– espere o alimento esfriar, para, em seguida, congelá-lo;

– descongele o alimento de um dia para o outro na geladeira.

– uma vez descongelado, nunca recongele a refeição.

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Referências: Associação Brasileira de Nutrição e Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

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