Mudando sua alimentação

Conheça alguns dos principais tipos de adoçantes

junho 25, 2019

Já reparou quanta gente vem substituindo o açúcar na alimentação? Seja por preferência pessoal ou por conta de alguma restrição alimentar, as alternativas à sacarose vem ganhando mais espaço na prateleira do supermercado, nas receitas e no gosto da população.

As opções são cada vez mais diversas e, entre elas, há uma grande variedade de edulcorantes – ou adoçantes, que é o nome que mais se ouve por aí. Conhecer essas possibilidades, seus pontos positivos, negativos e a melhor forma de utiliza-las pode fazer toda a diferença na hora de escolher o que é bom pra você. Que tal, então, continuar essa leitura e se informar um pouco mais?

Pra ajudar no seu entendimento, vamos separar os adoçantes em dois grupos: os naturais e os artificiais.

Adoçantes naturais

Os produtos dessa lista são mesmo retirados da natureza. Mas, além de terem origem basicamente nos vegetais e nas frutas, eles não passam por processos químicos que alterem sua composição. A seguir, vamos falar de alguns bem conhecidos.

Estévia

Esse adoçante vem de uma planta nativa da América do Sul, a Stevia rebaudiana, que tem sabor extremamente doce. Por isso, seu poder edulcorante chega a ser 400 vezes maior que o do açúcar. Seu uso, conforme indicam as pesquisas, é totalmente seguro, inclusive nas preparações culinárias que vão ao forno e ao fogão como cremes, bolos e biscoitos.

Algumas pessoas dizem sentir um certo amargor e até um toque herbal, mas vale dizer que não são todos os adoçantes de estévia que apresentam esse residual. Vale mencionar, também, que você pode encontrar esse ingrediente por aí, em alguns rótulos, como glicosídeo de esteviol.

Xilitol

O xilitol se parece bastante com o açúcar, tanto no visual quanto no sabor. Por isso, ele anda bem famosinho. Afinal, são essas as características que a gente quer encontrar num adoçante, né?

Ele também vem de plantas – na verdade, ele é retirado da casca de uma árvore, a bétula, e ainda é encontrado em fibras de vários outros vegetais. Seu gostinho agradável vem do fato de ele ser capaz de ativar os receptores de doçura na nossa língua, e seu poder edulcorante é igual ao da sacarose. Isso quer dizer que a quantidade a ser utilizada numa receita é a mesma indicada para o açúcar, o que facilita bastante na hora das substituições.

Seu sabor residual pode ser refrescante, mas é muito sutil. E o mais curioso é que ele é anti-cariogênico. Ou seja, seu uso não provoca cáries e até protege os dentes, fazendo dele um aliado da saúde bucal. Quem diria, né?

Na Liv Up, o xilitol faz sucesso na nossa linha de doces sem açúcar. Já provou?

Eritritol

O eritritol é uma substância naturalmente encontrada nas frutas, mas o adoçante é feito a partir da fermentação da sacarose. Ele é bem parecido com o xilitol, tanto no sabor quanto na aplicação. Comparado ao açúcar, por exemplo, seu perfil tem as mesmas similaridades, e ele também pode ser aquecido. Na verdade, o eritritol pode até mesmo ganhar uma aparência caramelizada.

Agora, diferentemente do xilitol, seu poder edulcorante equivale a 70% do açúcar. Isso significa que você deve colocar um pouco a mais na receita ao fazer essa substituição – que tal usar a boa e velha regra de 3 nessa conta?

Frutose

A frutose é o açúcar presente nas frutas, que também pode ser encontrado em cereais e no mel. Pra virar adoçante, ela é isolada e transformada num pó branco com poder edulcorante bem alto: cerca de 170 vezes o da sacarose. Por esse motivo, ela é muito adotada na indústria alimentícia, já que basta um pouquinho pra se alcançar o dulçor esperado. E também pode ser usada nas receitas de casa, mas cuidado pra não exagerar na quantidade, tá? Já a fruta in natura tá liberada: pode comer à vontade!

Principais adoçantes artificiais

Por outro lado, os adoçantes artificiais são aqueles criados em laboratório. Muitos deles estão no dia a dia de quem consome produtos diet, como doces e refrigerantes, pois são utilizados pela indústria com muita frequência. Veja se você conhece esses aqui, que são os mais comuns.

Aspartame

O aspartame foi criado em 1965 a partir de dois aminoácidos: o ácido aspártico e a fenilalanina. Ele adoça até 200 vezes mais que o açúcar e quase não tem sabor residual.

Ao contrário dos outros adoçantes citados até aqui, ele não pode ser levado ao fogo porque perde toda a sua doçura. Então você já sabe: essa não é uma boa opção pra receitas que devem ser aquecidas.

Ele também é bem polêmico: há anos ele vem sendo relacionado a dores de cabeça e até a problemas mais sérios. Mas os órgãos responsáveis pela saúde ao redor do mundo, baseados em estudos, atestam que ele é seguro. Por isso, está liberado em diversos países.

Nossa análise? Tudo bem consumir aspartame eventualmente, sem exageros – equilíbrio é tudo, não é mesmo?

Sucralose

Você sabia que a sucralose vem da cana-de-açúcar? Pois é. No entanto, apesar da origem natural, ela é considerada um adoçante artificial, já que sofre mudanças provocadas por substâncias químicas no seu processo de fabricação.

Esse edulcorante tem a doçura bem acentuada e nenhum sabor amargo, sendo um dos que mais se parecem com o açúcar, dentre os artificiais. E ele pode ser submetido a altas temperaturas sem mudar suas características, então é ótimo pra cozinhar!

Quer saber se ele é seguro? Segundo um parecer do Conselho Federal de Nutrição, tá tudo certo. Mas o próprio conselho ressalta: adoçantes artificiais em geral são indicados a quem tem necessidades clínicas específicas, e os limites de Ingestão Diária Aceitável devem ser respeitados, combinado?

Ciclamato de sódio

Sabe de onde ele vem? Do petróleo! Curioso, né? Ele adoça 30 vezes mais que o açúcar e pode ser usado em altas temperaturas sem qualquer problema, mas costuma deixar um sabor residual.

Geralmente, o ciclamato de sódio é utilizado junto à sacarina, principalmente em bebidas dietéticas. Aliás, essa dupla é bem comum nos produtos diet e outros com restrição de açúcar. Já reparou?

Se você é adepto a esse tipo de adoçante, saiba que ele não é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para hipertensos, devido ao seu teor de sódio. O mesmo vale para o próximo item dessa lista.

Sacarina sódica

A sacarina sódica é o adoçante mais antigo ainda em uso. Assim como o ciclamato, ela é extraída de derivados do petróleo, mas adoça 300 vezes mais do que o açúcar. Porém, ela tem um sabor amargo e metálico que não é muito agradável. Por esse motivo, é usada junto com o ciclamato pra reduzir o inconveniente. Outro fato é que ela pode ser aquecida sem prejudicar as suas propriedades.

Seu uso está liberado, inclusive para gestantes, mas alguns estudos ressaltam a importância de se fazer pesquisas frequentes pra garantir que está mesmo tudo ok. Um pouco de cautela não faz mal a ninguém, né?

Acessulfame-K

Se você é ligado nos rótulos dos produtos, já deve ter visto esse edulcorante em várias listas de ingredientes, principalmente em confeitos, panificação, bebidas e derivados lácteos. Seu uso é assim tão comum porque ele adoça 180 vezes mais que o açúcar e pode ser submetido a altas temperaturas. E mais: não existem evidências apontando risco no seu consumo, então ponto pra ele!

O Acessulfame-K é um sal de potássio produzido a partir de um ácido da família do vinagre, o que é bem esquisito, mas funciona!

Essa lista segue crescendo, com novas possibilidades surgindo o tempo todo devido à redução drástica no uso de açúcar que a gente vem observando por aí.

Cada edulcorante, seja ele novo ou bem conhecido, tem características próprias que determinam se são adequados a determinadas situações e até a pessoas específicas. E a questão aqui não é só a diferença no paladar, mas na reação do organismo de cada indivíduo. Então é bom buscar ajuda profissional na hora de eleger aquele que você vai consumir com mais frequência. Assim, dá pra curtir com mais tranquilidade cada mordida do seu doce preferido.

Gostou do nosso conteúdo? Tem algum amigo ou amiga que você acha que também vai curtir saber mais sobre o assunto? Então compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude o pessoal a se manter bem informado.

Você também pode gostar

Sem comentários

Deixe um comentário

Scroll Up