Conheça os maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil

produtores de alimentos orgânicos

Você sabe a origem da comida que está no seu prato? Investir em um alimentação orgânica, além dos benefícios à saúde, faz bem ao planeta. Isso, porque somado ao cuidado com o produto final, o processo leva em conta o meio ambiente e a comunidade envolvida. Conheça os maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil e descubra de onde vêm os ingredientes saudáveis das suas refeições.

O que é, oficialmente, um alimento orgânico?

Primeiramente, para ser considerado orgânico para a legislação brasileira, um produto, seja ele in natura ou processado, precisa atender alguns requisitos. Entre eles, ser obtido por meio de um sistema orgânico de produção agropecuária ou então de um processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Eles precisam ser ainda certificados por organismos credenciados pelo Ministério da Agricultura. Só assim poderão ser comercializados. São dispensados da certificação somente os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no MAPA.

Esses últimos exclusivamente fazem vendas diretas aos consumidores. Os alimentos orgânicos possuem inúmeros benefícios para a saúde, como menor índice de toxicidade, maior concentração de nutrientes, além de não possuírem transgênicos. 

Os números dos alimentos orgânicos do Brasil

Sem dúvida, o país, cada vez mais, se consolida como um grande produtor de alimentos orgânicos. Aliás, é apontado numa pesquisa realizada pelo Sebrae (2018), como líder do mercado de orgânicos da América Latina.

Atualmente, existem mais de 17 mil propriedades certificadas no território brasileiro. A maior parte da produção é oriunda de pequenos produtores. A estimativa é de que cerca de um milhão de hectares sejam cultivados organicamente no Brasil hoje. 

Em divisões regionais, o Sul lidera esse mercado, com mais de seis mil produtores. É seguido pelas regiões Sudeste e Nordeste, com cerca de quatro mil produtores. Os estados com maior número de produtores de alimentos orgânicos são: Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Pará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia.

Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae (2018), 63% são produtores exclusivos de orgânicos e 25% trabalham essencialmente com produtos orgânicos. Os principais produtos são frutas, hortaliças, raízes, tubérculos e grãos, por exemplo. 

O consumo de produtos orgânicos cresce anualmente cerca de 25%, num mercado que movimentou mais de R$3 bilhões em 2018, data da última pesquisa. No que se refere à exportação, ainda não há dados oficiais dos produtos e valores comercializados pelo país.

As estimativas do Ministério da Agricultura revelam que o Brasil exporta principalmente açúcar, mel, grãos, frutas e castanhas para 76 países.

Mas, afinal, quem são os produtores brasileiros de alimentos orgânicos?

Atualmente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é o maior produtor de alimentos orgânicos no Brasil. Sua estrutura está dividida ao longo cem cooperativas, 96 agroindústrias e 1,9 mil associações.

Além disso, é  também o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, com quase trinta mil toneladas na safra de 2017. Aproximadamente 30% de sua produção é exportada para os demais países latinos, e também para a América do Norte, Europa e Oceania, por exemplo. 

É importante lembrar que a atuação do MST possui amparo legal na  Lei nº 5.504, de 1964. Essa lei indica que a terra brasileira deve desempenhar uma função social, seja de moradia ou produção. 

Por fim, o movimento ganhou força no setor orgânico por priorizar a agroecologia em diversos de seus assentamentos. O objetivo é focar em uma alimentação mais saudável para aqueles que consomem e que plantam. De forma sustentável e sem agrotóxicos. 

Em resumo, existe um perfil de quem produz alimentos orgânicos no país. O Cadastro Nacional de Agricultores Orgânicos (CNPO) conta com mais de 20 mil produtores inscritos. Quase 80% deles classificados como agricultores familiares. O sistema, porém, não permite identificar quais são ligados a assentamentos da reforma agrária ou não.

Além dos já citados assentados e agricultores familiares, existem outros grupos de produtores de alimentos orgânicos no Brasil.

Completam o perfil os integrantes de ecovilas e a agricultura urbana e periurbana, por exemplo. O primeiro grupo, em geral, formados no meio rural e espaços mais retirados o segundo por grupos que promovem hortas urbanas.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Sebrae, 68% são produtores rurais são principalmente produtores de duas categorias. O cultivo de frutas representa 72% e hortaliças, por sua vez, 64%.

A grande maioria, 69%, está organizado em associações ou cooperativas. Os canais de venda mais utilizados por eles são as vendas diretas ao consumidor (72%) e as feiras (55%). 

O que une esses diferentes perfis é o desejo por promover uma alimentação saudável, além de uma visão de mundo ecologicamente responsável. Isso vai ao encontro de movimentos mundiais como o slow food, que busca promover uma gastronomia mais “devagar”. Esse cuidado envolve desde a escolha dos alimentos e sua forma de produção, respeito o ecossistema, os produtores e até a mesa. 

Por que apostamos nos alimentos orgânicos?

Levar comida de qualidade, com ingredientes selecionados, fresquinhos e em pratos saborosos é nossa missão. Por isso, a Liv Up investe na parceria com agricultores familiares e orgânicos. Buscamos gerar impacto positivo na vida de quem está fazendo a diferença no campo.

De fato, encontrar alimentos orgânicos não é tarefa fácil, ainda mais com valores acessíveis. Encaramos esse desafio encurtando a cadeia, e beneficiando também quem produz. 

Desse modo, é possível garantir rastreabilidade, padrão e qualidade. O contato direto assegura que os produtos sejam orgânicos e fresquinhos. Isso possibilidade, inclusive, fazer um planejamento e antecipar caso haja algum problema de safra, por exemplo.

Outra vantagem é conseguir preços mais competitivos e vantajosos para as duas partes. E, por último, mas não menos importante: estabelecemos uma relação mais humana, justa e transparente em todas as etapas do processo. Afinal de contas, a comida ajuda a aproximar pessoas. 

Por outro lado, os produtores também são beneficiados com a parceria.  Garantem antecipadamente a compra de seus produtos a preços justos. Os alimentos são plantados sabendo qual será a renda e o destino. Além disso, há o compartilhamento da demanda futura com os fornecedores. Assim, podem planejar o cultivo e todo mundo cresce junto. 

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