Cozinha terapêutica: o que é e quais são seus benefícios?

cozinha terapêutica

Cozinhar é uma espécie de alquimia, que se inicia com a mistura de ingredientes, o preparo e o cuidado com o alimento. Tudo isso resulta em pratos saborosos, que se tornam uma maneira de meditação. Mas, o que é cozinha terapêutica?

É comum existir uma forte relação emocional entre quem cozinha e o preparo das refeições. Essa, basicamente, é a definição da cozinha terapêutica, uma excelente aliada para combater problemas como o estresse e a ansiedade. 

Quais os benefícios da cozinha terapêutica para o seu dia a dia?

A culinária é, sem dúvida, uma mistura de arte, técnica e criatividade. Escolher os ingredientes com carinho, cortá-los, temperá-los e combiná-los para que resultem em pratos incríveis. Tudo isso pode ser uma ferramenta poderosa de desenvolver habilidades necessárias no dia a dia.

Afinal, aprender algo sempre tem uma grande utilidade. Aliás, quanto mais ativadas estiverem as redes neurais, menor é a probabilidade do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Assim, a também chamada cozinha terapia é indicada para qualquer um que busque uma rotina mais prazerosa. Por meio da gastronomia, é possível promover o bem-estar e o autoconhecimento. Confira agora algumas das principais vantagens dessa prática.

Cozinha terapêutica X depressão e a ansiedade

Chegar ao coração – e ao cérebro – através da comida é um ato comprovado pela ciência. Isso porque cozinhar e comer ativam nosso sistema nervoso parassimpático, que é responsável por regular as ações involuntárias do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos, por exemplo.

De acordo com um estudo publicado no The Journal of Positive Psychology, cozinhar está entre a lista de atividades criativas que ajudam a combater a depressão e a ansiedade. A pesquisa foi resultado de uma parceria entre as universidades de Otago  (Nova Zelândia), Carolina do Norte e Minnesota (Estados Unidos).

Para chegar às conclusões, foram acompanhados 658 jovens durante duas semanas. Durante esse período, os voluntários realizaram atividades diversas tendo seu estado emocional monitorado. Os cientistas apontaram como resultado que a “ênfase emergente na criatividade cotidiana pode cultivar o funcionamento psicológico positivo”.

Não é a toa que a cozinha terapêutica é utiliza para melhorar habilidades sociais, a memória e amenizar o estresse. 

Nos EUA, por exemplo, profissionais da saúde mental promovem cursos e atividades gastronômicas elaborados para pacientes com diferentes problemas. Nesse caso, os pacientes passam horas aprendendo a cozinhar.

Seguir o passo a passo das receitas, enquanto se aprende algo novo, permite que as pessoas se desconectem dos seus problemas. Até mesmo pessoas que sofrem com demência podem se beneficiar da prática, conforme um estudo publicado pelo National Institutes of Health

Desenvolvimento da criatividade e da inteligência 

A cena é conhecida: você tinha planejado um prato, no entanto, na hora de cozinhar a refeição, percebe um ingrediente faltando. A solução, nesse caso, é ser criativo. Nem sempre a comida vai sair exatamente como o planejado, mas é possível criar algo novo e quem sabe até algo melhor.

Aprender a brincar com sabores, encontrar substitutos pouco convencionais, ou simplesmente combinar novos alimentos pode ser tanto saudável para o corpo quanto pra mente. Assim, o que era um problema, se torna uma oportunidade.

Afinal, nem sempre mudar de planos é uma coisa ruim. Aliás, uma das mais questões mais interessantes em cozinhar é que, dificilmente, o resultado é o mesmo. Mesmo seguindo uma receita, o prato nunca sai exatamente igual duas vezes. Cozinhar é sempre um processo de criatividade. 

Ao se abrir para o novo, você desenvolve a inteligência, pode soltar a imaginação e trabalhar a criatividade na prática. Isso faz com que a pessoa se torne mais autoconfiante e desenvolva habilidades muito úteis dentro e fora da cozinha. 

Promove o desenvolvimento pessoal

Quem já tentou cozinhar com fome sabe: essa atividade coloca a paciência à prova. Apesar de existirem receitas muito práticas, preparar uma refeição sempre exige tempo. E tentar apressar o processo não funciona.

Até aquecer uma água leva alguns minutos que precisam ser respeitados. Além de ensinar dicas sobre gerenciamento de tempo, cozinhar é também uma lição sobre espera e recompensa. Afinal, ao concluir o seu prato favorito, cada segundo investido na preparação valeu à pena, né? 

Aliás, degustar os alimentos com calma também nos coloca no tempo presente, prestando atenção àquele momento. É aí que ganhamos mais uma habilidade. Cozinhar demanda coordenação e consciência sensorial.

É preciso usar os sentidos para fazer melhorias e correções no pratos quando necessário. Em suma, é preciso utilizar a visão, o paladar, o olfato, a audição e o tato ao cozinhar. Desde sovar uma massa, verificar a consistência, corrigir o tempero…  É preciso integrar os sentidos para ser um bom cozinheiro. 

Resolução de problemas e tomada de decisões

Conforme citamos antes, cozinhar é algo imprevisível. Mesmo seguindo receitas, nem sempre os pratos saem da mesma maneira. Um minuto a menos ou a mais de cozimento podem arruinar um prato.

Assim, quem cozinha é obrigado a tomar decisões rápidas e resolver problemas em minutos. Todo preparo de alimentos envolve analisar situações e, então, decidir como proceder. 

Entre as habilidades trabalhadas na gastronomia podemos citar: aprender a tomar decisões em pouco tempo, administrar melhor o tempo, ser organizado e melhorar a eficiência.

A cozinha terapêutica é relaxante

Concentrar-se puramente no preparo dos alimentos pode ser uma verdadeira forma de meditação mindfulness. Assim, cozinhar se torna uma atividade relaxante.

Nesse caso, a ideia é abstrair e não buscar simplesmente um prato perfeito, e sim aproveitar o processo como uma oportunidade de aprendizado. Uma ótima ideia é convidar alguém que você gosta para participar da cozinha terapêutica.

Seus amigos e familiares podem se beneficiar também dessa experiência. Afinal de contas, não é preciso ser um expert para ter bons resultados com as panelas. Basta reservar um tempo, e ter boa vontade.

É uma atividade que está ao alcance de todos e só traz benefícios! Vale arriscar, não é? Você pode começar por algumas dessas receitas!

No entanto, se a sua rotina já é bastante agitada, para se beneficiar da cozinha terapêutica, reserve seu tempo para cozinhar somente aqueles pratos especiais ou que você pode preparar com a família toda. Na correria do dia a dia, a Liv Up te ajuda a ter uma alimentação mais saudável, deliciosa e prática com as nossas refeições prontas. 

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