Mudando sua rotina

Mobilidade urbana: vamos trocar uma ideia?

junho 24, 2019

Você já deve ter ouvido falar em mobilidade urbana, certo? O termo se refere aos meio de transportes utilizados nas cidades, isso é, veículos como trem, ônibus, metrô e carro, bicicletas e até mesmo a caminhada, no casos dos pedestres.

Desde a sua invenção, os meios de transporte facilitaram nossa vida de inúmeras formas, tornando possível se deslocar de um local a outro com muito mais praticidade. Eles são importantes pra você ir até o trabalho, sair com os amigos, chegar no consultório médico, fazer compras… já pensou o quanto você depende deles?

Aqui, levantamos algumas questões relevantes pra gente refletir a respeito dessa história. Tudo pronto? Então suba na garupa que a gente vai te levar.

1. Importância dos meios de transporte

Alguns impactos da mobilidade urbana foram responsáveis por tornar esse tema tão importante. Pra começar, todo mundo precisa se deslocar pra cumprir suas obrigações e até para os momentos de lazer, né?

Então vamos olhar pra isso do ponto de vista de todo mundo, ou seja: 7 bilhões de pessoas. Quantas vezes por dia todas elas precisam se deslocar? Quantas usam ônibus, metrô, carro? Quantas gostariam de ter acesso a eles, mas não têm?

Estamos fazendo esse exercício porque os efeitos desses meios podem não parecer tão significantes se pensarmos só no nosso próprio dia a dia. Agora, quando comparamos essa necessidade com a quantidade de pessoas que vivem nas grandes cidades, no Brasil ou mesmo em outros países, não é uma loucura?

2. Impactos socioambientais

Devido a essa enorme quantidade de pessoas precisando se deslocar diariamente, a mobilidade urbana, no formato que predomina hoje, acaba gerando problemas como a poluição do ar e a baixa qualidade de vida da população.

O que acontece no primeiro caso, por exemplo, é que os veículos são responsáveis pela emissão de diversos gases poluentes na atmosfera, através da queima de combustíveis fósseis como o diesel e a gasolina. Isso, por si só, já respinga na nossa qualidade de vida, afinal, esse ar é o mesmo que a gente respira.

Mas tem mais: passamos muitas horas no trânsito, um tempo que acaba perdido e que causa muita ansiedade, estresse e impede nossa participação em várias atividades. Imagine só se você pudesse aproveitar esses momentos pra se exercitar, preparar refeições mais saudáveis, descansar, passar um tempo com a família… não seria muito melhor?

3. Grandes desafios

Agora que você está mais por dentro da situação, pode estar se perguntando: “por que ela é tão complexa?”. Acontece que a mobilidade urbana enfrenta vários desafios, olha só:

  • transportes públicos pouco eficientes e caros, se pensarmos no poder aquisitivo da população;
  • cidades que cresceram desordenadamente e sem planejamento;
  • uso abundante de combustíveis fósseis;
  • poucas ciclovias;
  • pouco incentivo ao uso de veículos alternativos mais sustentáveis;
  • calçadas em péssimo estado, dificultando a vida do pedestre.

E a lista segue aumentando. Experimente dar uma volta por aí prestando atenção a esses pontos e reflita: será que dá pra resolver tudo isso? Se você acha que sim, qual é o seu palpite?

4. Alternativas sustentáveis

Como você pode imaginar, o ideal é buscar soluções sustentáveis para esse problema. E já existem algumas iniciativas por aí. A questão é saber quais delas são mais apropriadas para as grandes cidades, que são as que mais sofrem, bem como para o nosso estilo de vida.

Pra começar, o incentivo ao uso de transportes coletivos é indispensável, uma vez que carregam mais gente que o carro. Pensando nisso, eles acabam emitindo menos gases poluentes e ocupando menos espaço. Então é essencial investir na qualidade, no conforto e no seu preço final para o usuário — mudanças que ainda não sabemos quando vão acontecer.

Mas não são apenas os ônibus que devem aprimorados: trens e metrôs de superfície também devem ser considerados. E ainda há lugares com outras possibilidades, como teleféricos, bondes e até barcos.

Outro meio a ser estimulado é a bicicleta. Será que não seria interessante recompensar quem faz essa escolha, além de criar (e manter) ciclofaixas e ciclovias mais seguras? Isso tudo sem falar na necessidade de se investir em calçadas confortáveis e adequadas pra quem prefere andar a pé.

Ah, e ainda existem as pesquisas em combustíveis limpos e renováveis, como é o caso dos carros elétricos, do biogás, que é feito a partir do lixo orgânico, e do hidrogênio. Sabia?

Essas soluções não parecem tão difíceis de se conquistar, mas exigem investimento, interesse e planejamento do poder público e engajamento da população.

5. O cenário mundial

Alguns países já têm mobilidade urbana bem desenvolvida, onde são desenvolvidas ações como o planejamento municipal, a criação de bairros independentes e onde há grande investimento em transportes públicos de alta qualidade.

Um bom exemplo é o Canadá. Lá existem diversas iniciativas pra que as pessoas não tenham o carro como primeira opção, entre elas, a implementação de estacionamentos pra bicicleta. Outro bom caso a ser citado é o do Reino Unido, onde está sendo finalizado um túnel que percorrerá Londres de leste a oeste ao longo de 118 km. Ele é considerado o maior projeto de infraestrutura da Europa, que começou em 2009 e tem previsão de inauguração ainda este ano.

Essas são apenas algumas das mudanças bem-sucedidas que amenizam o caos do trânsito, melhoram a qualidade de vida, reduzem o estresse, diminuem a poluição e tornam a cidade muito mais organizada e funcional.

6. Enquanto isso, no Brasil…

Aqui o tema ainda é pouco discutido, não acha? Quantas pessoas você já ouviu falando sobre ele? Certamente não muitas, especialmente se levarmos em conta sua importância. Pois é, falta consciência, mas se não há discussão, fica difícil conscientizar a população.

Por outro lado, algumas mudanças já estão em curso. Um exemplo disso é a Lei de Mobilidade Urbana sancionada em 2012. Ela é aplicada a municípios com mais de 20 mil habitantes, exigindo a elaboração de um plano pra melhorar o deslocamento, integrar diferentes transportes e garantir que se cobre um valor acessível pela sua utilização.

Algumas cidades grandes já tomaram suas atitudes, como é o caso do Rio de Janeiro e de Curitiba. Claro que é pouco, e que ainda temos muito trabalho pela frente, mas já é um bom começo.

7. Empresas que fazem a diferença

Existem empresas que se preocupam com esse tipo de questão, felizmente. Algumas delas já providenciaram chuveiro para os funcionários que vão de bike, ou a pé; outras têm bicicletários, parcerias com empresas de aluguel de patinetes, vans para o deslocamento até a estação de metrô mais próxima… Não é nada absurdo, extremamente custoso ou milagroso, mas prático e eficaz.

Aqui na Liv Up, a gente também está fazendo a nossa parte: em São Paulo, onde o trânsito é bem caótico, fazemos mais de 1000 entregas de bike por mês – uma ação que a gente encara como um primeiro passo, mas que já tem resultados positivos pra todos.

8. O papel de cada um

Uma atitude simples, que tem potencial pra fazer muita diferença, é colocar o assunto em debate com as pessoas do nosso convívio. Isso pode fazer com que a gente reflita mais sobre a nossa responsabilidade em relação aos transportes que utilizamos e, talvez, chegar a conclusões que possam melhorar o cenário atual.

E mais: sempre que possível, prefira andar a pé ou de bicicleta. Isso reduz os congestionamentos, a emissão de poluentes, e ainda contribui para um estilo de vida saudável, ajudando você a aproveitar um tempo que estaria sendo desperdiçado dentro do busão.

Por fim, é vital assumir nosso papel de cidadão e cobrar intervenções do poder público, que é capaz de implementar mudanças em maior escala. Assim, dá pra atingir um número maior de pessoas e ter resultados mais expressivos.

De maneira geral, a mobilidade urbana ainda é uma questão em desenvolvimento. É preciso fomentar debates, desenvolver iniciativas e regulamentações e abrir os olhos a novas possibilidades, à inovação. Mas o mais importante é que cada um de nós tenha consciência desse problema e contribua de alguma forma para minimizá-lo, lembrando que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença.

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