O que fazer quando a criança não quer comer?

criança não quer comer

Quando a criança não quer comer, parece que uma guerra foi instaurada na família. A hora da refeição, que deveria ser um momento de união, afeto e descontração à mesa, vira estresse, espaço para birra, choro, ou seja, a batalha diária está armada. Mas como aliviar a tensão dos pais e convencer os pequenos de que o alimento é importante para o seu crescimento e desenvolvimento?

A tarefa não é a das mais fáceis, diga-se de passagem. No entanto, vale a pena o esforço. É fundamental que os pais expliquem às crianças a importância da boa alimentação. Deixando claro, assim, quanto isso pode ajudá-las a ter uma vida saudável. Não basta apenas proibir a batata frita. É preciso explicar que elas são ricas em gorduras, sódio e carboidratos, e são terríveis vilãs da saúde.

Falta de apetite pode indicar algum problema?

Os médicos indicam que se a recusa alimentar começar a afetar a nutrição da criança, os pais precisam procurar ajuda.

A falta de apetite possui duas classificações: a orgânica e a comportamental. A orgânica ocorre porque a criança pode apresentar alguma carência de nutrientes ou possui alguma doença infecciosa. Já a falta de apetite comportamental tem origem na dinâmica da família. Ou seja, em alguns casos a criança não quer comer porque quer chamar a atenção. Assim, conseguindo um alimento que tanto deseja, como um doce, uma bolacha ou salgadinho. Se os pais se rendem uma vez, a criança percebe que a tática funciona. Portanto, pode repetir a atitude com frequência.

Se a criança se negar a comer um determinado alimento vários vezes, quer dizer que, de fato, o sabor não agradou seu paladar. Por isso, os pais devem respeitar a recusa.

Fique atento aos sintomas

Os pais devem ficar atentos se a criança apresentar sintomas como, por exemplo, fraqueza, apatia, sangramento na gengiva, perda de peso significativa, palidez, pele seca, rachaduras no canto da boca, entre outros. O problema pode ser mais grave, e um trabalho conjunto deve ser feito entre o pediatra e um nutricionista.

Quantidade dos alimentos

Muitos pais ficam na dúvida sobre a quantidade correta das porções que devem oferecer aos pequenos. Primeiramente, precisamos entender que os órgãos das crianças estão em proporção à sua estatura. O tamanho médio do estômago de uma criança de 1 a 4 anos, por exemplo, corresponde ao punho de sua mão. Então, geralmente é essa a referência utilizada para calcular as porções dos alimentos.

Para os pequenos, quatro grupos alimentares devem estar presentes nas principais refeições deles. Confira quais são:

– Grupo 1: pão, massas, tubérculos, cereais.

Utilize o equivalente a um punho da mão da criança. Escolha um alimento deste grupo para servir nas refeições.

– Grupo 2: frutas e legumes

As duas mãos estendidas – ou as duas mãos cheias – são a referência para a quantidade de alimentos deste grupo. O ideal é uma porção de fruta e outra de vegetais. Os alimentos deste grupo são ricos em nutrientes, mas de baixa energia. Portanto, se a criança pedir mais, pode oferecê-los sem medo!

– Grupo 3: leite, queijo e iogurte

Coloque uma porção desses alimentos 3 vezes ao dia.

– Grupo 4: ovos, peixe, carne, nozes e leguminosas

Os alimentos deste grupo podem estar presentes de 2 a 3 vezes por dia nas refeições da criança. A palma da mão do seu filho irá indicar a quantidade de proteínas de acordo com a idade e altura.

A criança não quer comer: o que fazer?

Se a falta de apetite não for de origem orgânica nem incluir o início do nascimento dos dentes, os pais podem adotar algumas táticas para ajudar a criança a se interessar pelos alimentos.

Seja o exemplo

Se você quer que a criança consuma verduras e legumes, esses alimentos também devem estar no seu prato. Lembre-se: a criança vive de exemplos, por isso, colabore nesta empreitada alimentar. Quanto mais colorido seu prato, mais atrativo a ela.

Insista para provar

Estudos da American Society for Nutrition mostram que antes de a criança dizer que não gosta de um alimento, ela precisa experimentá-lo entre oito e 12 vezes. Por isso, não desista na primeira cara feia para o brócolis ou abobrinha. Use a criatividade e tente novas preparações com o alimento – refogado, suflê, recheio na torta…

Leve a criança à feira

Fazer com que a criança participe da escolha dos alimentos que farão parte das refeições dá autonomia e confiança a ela. Além disso, ao visitar feiras e hortifrútis, a curiosidade dela irá aumentar em relação aos novos alimentos. Envolver a criança no processo de organização e preparo das refeições também é fundamental para a interação e desejo de experimentar novos sabores.

Varie os alimentos

Comer todo dia a mesma coisa pode enjoar o paladar da criança e criar uma repulsa traumática daquele alimento. Por isso, incremente no prato um alimento de cor diferente, gerando um novo interesse pela comida.

Respeite os horários

Assim como os adultos, as crianças também precisam de horários específicos para comer. Não pule nem substitua o café da manhã, almoço e jantar, e na parte da manhã e da tarde ofereça lanches saudáveis a elas.

Legumes e verduras em todas as refeições

A ideia não é obrigar a criança a comer, mas fazer com que os alimentos saudáveis estejam sempre presentes à mesa. Mais cedo ou mais tarde, ela terá interesse e poderá provar a preparação;

Evite “beliscar”

Não deixe a criança ficar “beliscando” entre uma refeição e outra. Se bater aquela fome no lanche da manhã e da tarde, ofereça opções saudáveis de lanches e petiscos, tais como frutas, palitinhos de cenoura, bolo de banana ou cenoura (faça a substituição da farinha branca por integral, e açúcar branco por mascavo ou demerara). Nada de oferecer alimentos industrializados, como salgadinhos, bolacha recheada, refrigerante e doces. Esses falsos alimentos não devem estar presentes na despensa de casa;

Invista na alimentação de qualidade para a sua família, começando pelas crianças. É na infância que o paladar se forma, por isso, ofereça o que há de melhor e mais nutritivo a elas!

Referências: Ministério da Saúde – Governo Federal; Sociedade Brasileira de Pediatria.

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