Bem-estar

Organize seu tempo com o método Bullet Journal

julho 13, 2019

É fato: com os smartphones e a internet cada vez mais rápida, estamos ligados a tudo o que acontece, o tempo todo. Às vezes, isso traz um excesso de informações que pode bagunçar nossa organização pessoal. É nessas horas que vale a pena investir em ferramentas para planejar o tempo, como o método bullet journal.

Se as palavras “bullet journal” te deixaram com a pulga atrás da orelha, este é o post certo pra você. Vamos mostrar o que é esse método e por que adotá-lo pode ser muito benéfico pra sua rotina. Então arrume uns minutinhos na agenda e continue a leitura.

Conhecendo o método bullet journal

O bullet journal — ou BuJo, para os mais íntimos — é um sistema de organização criado pelo designer americano Ryder Carroll. Segundo Carroll, seu objetivo é ajudar pessoas a “acompanhar o passado, organizar o presente e planejar o futuro”.

O bullet journal pode ser um gerenciador de tarefas, um espaço para esboçar ideias e até um diário, se você desejar. Com o BuJo, é possível manter um registro de tudo que você quer monitorar — o trabalho, a alimentação, atividades físicas, horas dormidas e até quantos copos de água tomou em um dia —, além de por ordem nos seus compromissos.

Dando os primeiros passos

Antes de mostrar como incluir o BuJo na sua vida, vamos entender o que motiva sua adoção pra colocar ordem no dia a dia. O fato de ser um esquema bastante flexível é um dos maiores atrativos, pois ele se adequa a todo tipo de rotina e perfil de usuário.

A principal função do bullet journal é transformar o caos cotidiano em um sistema simplificado, que ajuda a aumentar nossa produtividade e alcançar nossos objetivos, tanto pessoais quanto profissionais. Nele, podemos criar seções para registrar tarefas diárias, calendários mensais, anotações, projetos de longo prazo e até listas de filmes e seriados pra ver, ou livros lidos ao longo do ano.

A ideia é atualiza-lo todos os dias, o que incentiva uma relação mais consciente e presente com o tempo. Ao sentar pra escrever nas páginas do BuJo, temos a oportunidade de avaliar como aproveitamos nossos horários, perceber o que precisa de mais atenção e o que, de fato, é relevante.

Agora que os motivos para adotar o método ficaram mais claros, que tal partir pra ação e começar a montar o seu bullet journal?

Escolhendo as ferramentas

Se você fizer uma busca no Google ou der uma espiada no Instagram, verá BuJos artísticos ou minimalistas, com aquarelas e páginas decoradas com ilustrações, colagens e até caligrafia — afinal, uma das características que torna o bullet journal tão especial é sua adaptabilidade. Mas, se no começo você quer apenas testar uma forma diferente de se organizar, só vai precisar de duas ferramentas: um caderno e uma caneta.

O caderno

Antes de bater o martelo, teste o método em qualquer caderno que você tiver em casa. Depois de ter certeza de que esse é o melhor sistema para você, é hora de conhecer a variedade de opções que existem hoje pra quem é adepto do BuJo.

Comumente, o tipo de caderno mais utilizado é o de folhas pontilhadas (ou pontadas). O estilo serve como uma espécie de guia para criar as páginas do BuJo e permite um aproveitamento do espaço das folhas melhor do que os pautados, por exemplo.

Atualmente, é possível encontrar várias alternativas de diferentes marcas, formatos e número de páginas. Há desde cadernos mais simples, no formato brochura, àqueles mais sofisticados, com bolsos internos e marcador de página — alguns, inclusive, já vêm com páginas pré-estruturadas e até numeradas. O importante é que as folhas sejam de qualidade e o tamanho facilite a portabilidade.

Adotando o método bullet journal

Depois de escolher o caderno, pegue sua caneta preferida — pode ser esferográfica, gel, nanquim e até tinteiro, tanto faz! — e comece a construir seu bullet journal. Ele precisa de pelo menos 4 elementos para existir.

Índice

O índice é um dos fatores que tornam o método tão funcional. Com ele, você consegue encontrar qualquer anotação, pois é ali que fica o registro de tudo que já foi feito.

Comece separando as duas ou três primeiras páginas do caderno pra essa sessão. Então, na primeira página em branco após o índice, estabeleça uma numeração. Você pode fazer isso à medida que for preenchendo o bullet journal ou numerar tudo de uma vez. Depois, inclua essas referências no índice, o que vai facilitar sua navegação pelo conteúdo.

É no índice também que você deverá criar as legendas do registro rápido – um sistema pra anotação de eventos, compromissos e tarefas. Pra cada uma dessas entradas no BuJo, atribua um marcador diferente: pode ser um asterisco, um bullet point, um travessão ou quaisquer outros símbolos que você preferir.

Por exemplo: você pode usar travessões para afazeres do trabalho, bullet points para compromissos, asteriscos para eventos e os símbolos < e > para obrigações que você precisa adiantar ou remarcar. Assim, com uma rápida conferida nas páginas do BuJo, você já saberá como o seu dia está organizado.

Registro futuro

Agora que já tem o índice, é hora de criar o registro futuro, que é onde você vai anotar os compromissos ou eventos que surgirem pela frente. O ideal é configurar o registro com os 12 meses do ano, criando minicalendários pra cada um.

Separe 4 páginas do caderno e divida cada uma em 3 blocos. Em cada bloco, de um lado, escreva o nome de um mês e crie o calendário correspondente a ele. Faça isso em todos os blocos, até completar os 12 meses do ano. Depois, à medida que novos compromissos e eventos forem surgindo, anote-os no espaço em branco ao lado do minicalendário de cada mês.

Pra criar as páginas seguintes do BuJo, basta consultar esse registro e checar quais compromissos deverão entrar no planejamento mensal, semanal e diário.

Registro mensal

Criado o registro futuro, é hora de partir para o registro mensal. Vá pra próxima dupla de páginas do seu caderno; na esquerda, anote o nome do mês para o qual será criado o registro e monte um calendário vertical, com os dias do mês listados no canto esquerdo de cada linha, acompanhados da letra do dia da semana correspondente.

É nessa página que você deve anotar eventos e compromissos que já tenham data certa pra acontecer. Já na página direita do registro mensal, você pode criar listas de tarefas que pretende realizar naquele mês.

Registro semanal ou registro diário

No método original criado por Ryder Carroll, o planejamento é feito dia a dia, com a criação de páginas de registros diários. À medida que o sistema passou a ser adotado por cada vez mais pessoas, uma outra metodologia surgiu: o registro semanal.

Independentemente de qual deles você escolher, ambos funcionam de maneira muito parecida. No diário, uma página corresponde a um dia da semana. Ali você anota a respectiva data, inclui o número da página no rodapé da folha e cria sua lista de afazeres usando as legendas do registro rápido e as anotações do registro mensal.

Já no registro semanal, cada dupla de páginas é usada para configurar uma semana inteira, incluindo o fim de semana. Para se inspirar e conhecer os formatos mais utilizados, use e abuse do Pinterest e dos perfis especializados em BuJo no Instagram.

Organizando a vida com o método bullet journal

O BuJo nos dá variadas possibilidades de organização. Por ser flexível e customizável, é possível ir muito além dos registros mensais e diários. Você pode criar páginas de acompanhamento de hábitos, anotar pensamentos ou simplesmente pôr ordem na sua vida. Seja qual for o uso, o maior ganho de todos ao adotar o método bullet journal é ter controle de como gastamos nosso tão precioso — e às vezes tão escasso — tempo.

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