Reeducação alimentar: como começar?

refeições para uma reeducação alimentar

Quem deseja emagrecer e ter um estilo de vida saudável pode optar pelo processo de reeducação alimentar. Mas o que exatamente é isso? Basta apenas seguir uma dieta, e restringir a alimentação ou entender, de fato, a importância do processo da mudança de hábitos alimentares para uma vida melhor?

Reeducação alimentar é educar seu paladar

Se recorrermos ao dicionário, reeducação significa “nova educação”, “educar novamente”. Ou seja, reeducação alimentar seria um novo aprendizado sobre a alimentação que temos disponível todos os dias na nossa mesa.

Em outras palavras, é educar novamente o paladar do indivíduo para que ele aprenda a se alimentar melhor. Investindo, assim, em frutas, verduras, proteínas e carboidratos de qualidade. Acima de tudo, compreendendo o valor de cada grupo alimentar para a sua necessidade nutricional.

E até mais do que isso, entendendo o valor emocional da comida e como ela deve se encaixar no seu dia, suprindo necessidades afetivas, fisiológicas e sociais.

É o momento de questionar seus hábitos alimentares

Por que é melhor optar pelo pão integral e deixar o francês para uma exceção? Os sucos de fruta de caixinha são realmente sucos ou apenas líquidos cheios de açúcar? Aquela bolachinha recheada que parece inofensiva e que na embalagem diz ser “nutritiva”, de fato é? Por ser fruta, posso consumir quantas bananas eu quiser por dia?

Essas dúvidas certamente irão surgir ao longo do processo de reeducação alimentar. E isso é ótimo, pois o indivíduo passará a questionar o que vem consumindo e conseguirá aprender mais sobre os alimentos que estão à sua mesa.

E como começar? Agora, fazendo pequenas mudanças alimentares, e entendendo que comer bem deve ser o objetivo de quem quer levar uma vida mais saudável e equilibrada.
Isso certamente terá uma consequência no manejo do peso e também em questões de saúde, ajudando a melhorar e prevenir diversas doenças, além de trazer mais energia e vitalidade para o individuo.

Diferença entre dieta e reeducação alimentar

O grande diferencial é que a reeducação alimentar te ensina a ter uma alimentação saudável, sem a necessidade de fazer mudanças drásticas no cardápio. E é justamente isso que essa mudança de hábito alimentar propõe. A reeducação alimentar não proíbe nenhum alimento, ou seja, tudo bem se você comer um docinho aqui, outro acolá.

A palavra dieta ainda provoca grandes preocupações em algumas pessoas. Só de pensar que deverão fazer “dieta”, toda e qualquer vontade de emagrecer (um dos principais objetivos!) desaparece em questão de segundos.

Infelizmente, as dietas ainda carregam esse conceito de proibição, de comer pouco, de passar fome. Mas a grande diferença é entender que dietas muito restritivas geralmente não serão cumpridas. Muito menos farão bem à saúde. Estes, por sua vez, poderiam ser chamados de regime e não dieta. Dieta, vem do grego diaita, que significa estilo de vida, que é exatamente o que a reeducação alimentar propõe.

Por isso, não faça regime, faça reeducação alimentar, ou uma dieta equilibrada!

O que comer em uma reeducação alimentar?

Aposte em alimentos de verdade, ou seja, bons carboidratos, carnes magras, frutas e verduras. Não se esqueça de beber bastante água! Evite ao máximo o consumo de fast foods, refrigerantes, bolachas, frituras. Faça dos alimentos industrializados uma exceção na sua alimentação, e não regra.

Se quiser consumir um docinho ou um hamburguer, não tem problema, pois isso será 10% da sua rotina. Os demais 90% serão baseados em comida de verdade e o mais limpa possível, priorizando o consumo de frutas, verduras, hortaliças e alimentos naturais e saudáveis.

Falando em carboidratos, esqueça a ideia de que eles são os culpados pelo excesso de peso. Os “carbos” são fonte importante de energia, e quando falamos nisso já lembramos da dupla inseparável “arroz + feijão”, que faz parte da alimentação básica da maioria dos brasileiros. Reduza os carboidratos da sua alimentação, mas não os elimine completamente do seu cardápio.

Nada é proibido e nenhum grupo alimentar deve ser demonizado, muito menos nenhum tipo de comida. Não existe o certo e nem o errado, o bom e o ruim. Existe comida e existe o momento certo para comer qualquer alimento.

Dentro da reeducação alimentar, vale se questionar sobre o que aquele alimento está te trazendo de bom: será nutricionalmente bom? Será emocionalmente bom? Será socialmente bom?

Não precisamos comer somente comidas nutritivas, mas sim entender que tem hora e motivo para comer aquilo que é “menos nutritivo”.

Como fazer a reeducação alimentar?

Com a ajuda de um nutricionista! Consulte sempre um profissional, e todo esse processo ficará mais fácil. Ele poderá indicar corretamente a quantidade de cada grupo alimentar e montará uma rotina que seja fácil cumprir.

E vale sempre ressaltar o que médicos e nutricionistas indicam: a melhor dieta é aquela que consegue ser executada pelo paciente com sucesso, e é aí que entra a reeducação alimentar. Para um benefício duradouro e eficaz, sem reganho de peso ou prejuízo à saúde ao longo do tempo, é necessária uma estratégica nutricional individualizada. Assim, o paciente conseguirá levá-la adiante, respeitando as suas preferências alimentares, e que leve em consideração o seu metabolismo, a sua idade, as suas condições socioeconômicas e culturais.

Então, bora se alimentar melhor? A Liv Up está cheia de combinações saborosas, nutritivas e saudáveis para tornar sua vida mais equilibrada e cheia de saúde!

Conteúdo revisado por Vitoria Falcao


Nutricionista pós-graduada em bioquímica clínica e nutrição esportiva, aprimorada em transtornos alimentares e especializada em dietoterapia chinesa, nutrição ayurvedica, alimentação vegetariana e vegana e alinhamento energético.

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