Nutricionista responde: adoçante faz mal? Qual o melhor?

adoçante faz mal no café

Adoçante faz mal? Essa é uma dúvida que vem permeando os pensamentos de muitas pessoas, especialmente aquelas que querem adotar hábitos alimentares mais saudáveis, deixando de lado o açúcar de adição

Porém, nem tudo que reluz é ouro, então é preciso atenção e evitar “trocar 6 por meia dúzia”. Afinal, adoçantes podem esconder substâncias tão ou mais perigosas quanto o açúcar. Nesse conteúdo, a nutricionista, Tati Barão, respondeu algumas dúvidas sobre esse tema. Boa leitura:

Afinal, adoçante faz mal?

Os adoçantes ganharam popularidade, por serem interessantes nos casos de pessoas com diabetes, por exemplo, por em sua maioria, não aumentarem a glicemia. Porém, nos últimos tempos, com a crescente preocupação por mais saúde e qualidade de vida, começando pela alimentação balanceada e a fuga do açúcar, seu uso ficou popular.

Porém, um debate começou a surgir sobre essa temática, onde os adoçantes entram como vilões e perigosos para a saúde. O fato é que, assim como o açúcar comum, o adoçante pode afetar a capacidade de perceber a saciedade e “viciar” no gosto adocicado.

Mas, se o adoçante faz mal ou não, isso é muito relativo, como afirma Tati: “Não é possível afirmar que façam mal, pois são aditivos estudados e aprovados como seguros para o uso, tanto no Brasil, quanto no mundo. O melhor caminho é sempre a moderação no uso, ou seja, usar apenas quando necessário e acostumar o paladar (que é adaptável) ao gosto natural dos alimentos, evitando adoçar chás, cafés, sucos e reservando o seu uso apenas para doces em si, como bolos e sobremesas.”

Qual adoçante faz mal?

Com essa discussão em alta, começou-se também a busca por nomear quais são os “vilões” e os mocinhos dos adoçantes. Os mais comuns – aspartame, a sacarina e o acessulfame k – já participaram de grandes polêmicas. 

Por serem altamente industrializados e artificiais, além de serem testados em animais, eles trazem alguns pontos de atenção: “A questão é que, nesses estudos, os efeitos são geralmente identificados após o consumo de doses muito elevadas, que não seriam factíveis para humanos, dentro de uma dieta habitual. Não é possível afirmar quais fazem mal, o que podemos fazer é sempre adotar o princípio da precaução e evitar o uso frequente, ou mesmo, não consumir.”

Qual adoçante não faz mal à saúde?

Conforme vimos no tópico anterior, não existe um “mocinho ou vilão”. A resposta para se o adoçante faz mal ou não, está na frequência do consumo. Entretanto, a máxima da alimentação saudável e com menos artificiais, vale-se aqui. 

Os denominados adoçantes naturais – como o adoçante eritritol, maltitol, xylitol e stévia – devem ser priorizados. Isso porque sua obtenção é através de meios naturais, com poucos processos químicos. “Ou seja, não são moléculas que foram modificadas ao ponto de serem diferentes das versões presentes na natureza. Ainda assim, vale sempre considerar qual o real benefício esperado do uso de adoçantes. Se o objetivo for reduzir açúcar, com foco em perda de peso, não necessariamente é a medida mais efetiva, pois dependerá de muitos outros fatores individuais.”

O que é pior: açúcar ou adoçante?

adoçante faz mal ou açúcar

Um dos erros mais primordiais de qualquer pessoa que quer começar na alimentação mais saudável, é seguir a “moda” ou não entender o que realmente aquilo afeta. Como já diriam nossos avós “tudo que é demais, sobra” e isso é a premissa para a alimentação também.

Quando consumimos em demasia qualquer alimento – até os mais saudáveis – eles podem dar efeitos adversos e causar prejuízos a saúde. Portanto, seja em qualquer um dos casos, Tati diz que “Com moderação em quantidade e frequência, nenhuma das alternativas, provavelmente, causará prejuízos.”

E para quem tem diabetes?

A diabetes é uma doença crônica que afeta a capacidade do organismo de produzir insulina. Hormônio responsável pela metabolização e quebra das moléculas de açúcar. Sem essa função, o nível de açúcares dispara no sangue, causando danos em diversas estruturas e órgãos.

Por isso, o consumo de açúcar (refinado, mascavo, demerara, de coco) deve ser evitado, e esse é o único caso que existe consenso dos especialistas para o uso do adoçante. O adoçante sucralose também é bastante recomendado para esses pacientes. Isso porque, apesar de ser artificial, ele é feito a partir do açúcar natural presente nas frutas e vegetais.

Os diabéticos precisam controlar a ingestão tanto de açúcares simples como complexos (carboidratos) e a forma como isso vai ser feito e como o planejamento alimentar deve ser adaptado, depende do tipo de diabetes que a pessoa tem (I ou II).

Mas, a recomendação de moderação não deixa de existir, como Tati explica: “No dia a dia, em uma alimentação saudável e variada, não deve existir necessidade de adoçar a maior parte dos alimentos, por isso, o adoçante deve ser alternativa para o momento do doce, da sobremesa. Priorizar os naturais é uma forma de evitar o consumo de substâncias produzidas artificialmente e pode ser uma forma de precaução contra efeitos ainda não identificados em estudos científicos.”

A chave da alimentação saudável não é agir radicalmente e cortar tudo de forma indiscriminada, substituindo por substâncias duvidosas. Por isso, sempre consulte um nutricionista e siga a alimentação mais certa e equilibrada para você!

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